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Plano A: a tal hora de "dar no pé"!

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A reação das pessoas em relação à pandemia foi muito variável e todas foram e são justificáveis. Particular e inicialmente, eu tomei a conduta de trabalhar com todo o cuidado, tirar a roupa e lavar sapatos e objetos antes de entrar em casa (tomando banho a seguir), evitar contato com pessoas de grupo de risco a menos que eu estivesse fora da escala de trabalho por quatorze dias ao menos; não ter contato com crianças fora do meu atendimento habitual, e suspendi qualquer atividade outra que não fosse indispensável (invariavelmente situações de lazer). Isolado eu não fiquei, mas não havia o que fazer fora de casa além de mercado e coisas assim. Ah! Passei a cortar meu próprio cabelo com uma máquina que resgatei de um programa de pontos.  No início foi meio complicado, mas depois peguei o jeito e faço isso com tranquilidade até hoje. Com a vacinação e o evoluir da pandemia, as medidas iniciais foram adaptadas à realidade e hoje é tudo muito mais simples. O aniversário do papai foi onte...

Superlotação

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Os meses passaram e o inverno chegou. Aí não deu outra: o hospital de referência local passou a receber pacientes de todas as regiões do universo e vivia lotado. O quanto de pacientes eles conseguiram salvar foi um dado não informado, mas a grande maioria eram de outras regiões. Considerei, então, que era o momento de tirar a licença prêmio e que o início seria em outubro, quando os leitos "sumiriam" de vez por conta de superlotação. Acertei na previsão, mas aconteceu uma situação totalmente fora do esperado: os leito "sumiram", mas foi por falta de pacientes e foram descredenciados pelo Ministério da Saúde. Por incrível que pareça, a ilusão de que a pandemia estava controlada associada à  má gestão pública levou o Ministério a acreditar que não precisava mais dos recursos alocados e dispensou tudo. Considerando essa informação, a ilusão também atingiu as pessoas (já exaustas do afastamento social e do trabalho) e essas passaram a participar de um maior número de at...

Reportagem

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E agora o João Coragem se foi para encontrar o Shazam...👏👏👏👏 Continuando com as histórias... A volta, como já disse, foi meio confusa. Depois de um curto período de adaptação, tentando entender a situação e já começando a fazer previsões (até agora não errei nenhuma), mandei um e-mail para o editor de um jornal local, em maio/2020: "[...] Hoje venho aqui para falar como cidadão e observador da evolução da pandemia em Santa Catarina, principalmente em relação aos dados e o Planalto Norte. [...] Pude observar a evolução e as primeiras medidas tomadas pelo governo de Santa Catarina, sendo atingido em cheio com a suspensão do transporte pelos ônibus interestaduais, pois minha volta do RJ foi bem complicada, mas isso não é o tema da conversa. Inicialmente considerei que Santa Catarina estava "atropelando" as necessidades com medidas rígidas muito tempo antes dos demais estados. "Puxou fila", como dizem, praticamente obrigando São Paulo e Rio de Janeiro a adotar...

Histórias da Pandemia

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A partir de hoje e durante algumas semanas vou falar sobre a pandemia. Mesmo com muitas dúvidas e ainda muitos casos e óbitos, a vacinação trouxe esperança e alento às pessoas. De qualquer forma vale a pena lembrar do passado recente quando a situação era bem mais complicada.  Vou explicar como tive essa ideia: em outubro do ano passado eu entrei de licença (noutro texto eu explico melhor isso) e já estava adiantando as postagens do blog, pois era uma coisa mais estática e atemporal. Como foi visto, eu falei dos meus livros e depois dos blogs. Explorei os marcadores/temas do "Coisas do Narrador" tentando associar com as datas mais comuns onde os textos foram publicados. Aí encontrei um hiato, pois os próximos temas seriam "Dia das Bruxas" e "Coisas de Natal e Ano Novo" e achei que falar disso em agosto não teria a menor graça. Dessa forma, resolvi "inventar" alguma coisa mais contemporânea, mesmo que não seja.  A primeira vez que contei algo sobr...

Histórias de Leo e Mônica

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Essa outra minissérie aconteceu por acaso, num tema de Dia dos Pais. Seria um texto único, mas no ano seguinte eu resolvi repetir a dose já com alguma evolução. Aí parou mais um ano e chegamos em 2014, quando eu usei a dupla de personagens para escrever mais um pouco a respeito. Aí parou de novo e finalizou em 2015.  Como havia uma quantidade razoável de textos eu criei um marcador.   Leo e Mônica eram colegas/ficantes/namorados de faculdade que engravidaram de Yasmin, parto esse que Alcione (lembra dela?) foi quem ajudou. Os temas falavam de pais separados, pai participativo, morar numa ilha (a inspiração foi Paquetá), Copa do Mundo e, no final das contas, foram oito textos.   Era um casal bem inteligente e crítico que ainda tinha outro casal amigo, de características completamente diferentes, que eram o Eduardo e a Bia (qualquer semelhança com nomes de casais famosos não foi mera coincidência) e que tinham muitos problemas.   Tema "família" é sempre uma coisa compl...

Histórias de Ana Paula (Natasha)

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Narrador não é Netflix, mas também tem séries. Uma delas ganhou um marcador e uma personagem muito atrapalhada. A referência é bem clara e a música do Capital Inicial ganhou forma no blog. Só que a Natasha que eu inventei era um pouco diferente da original.   A ideia começou no Ano Novo de 2012, onde, após uns tropeços, a personagem acorda num lugar esquisito, depois de uma provável festa estranha com muita gente esquisita e regada a muito absinto. Diz a lenda que ela foi "afogar as mágoas" por conta de um vacilo amoroso, mas sabe-se lá não é mesmo?   Eu sei que os textos começaram a aparecer e Ana Paula, no melhor estilo "Incrível Hulk", incorporava Natasha e entrava pelo cano. Sem contar que Ana e Adrielle não gostavam muito dela e aprontavam muitas travessuras no "Dia das Bruxas" e sempre que havia alguma outra possibilidade.    Pra se ter uma ideia, ela fugiu de lobisomens, foi acusada de matar de susto um velhinho, foi transformada em girafa e num h...

Coisas de Música

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Dizem que a música aquece a alma e o coração, e com esse frio que está fazendo é uma ótima pedida para acompanhar as comidas e bebidas da época. Em ambos os blogs muitos textos surgiram baseados em músicas que eu estava ouvindo ou situações que remetiam à isso. Essa semana foi comemorado o "Dia Mundial do Rock" no  dia 13 de julho. A data celebra anualmente o rock e foi escolhida em homenagem ao Live Aid, megaevento que aconteceu nesse dia em 1985, e achei muito bom falar de música lembrando este evento.   Rock também está presente, mas quando o marcador é aberto o leitor já encontra o Teatro Mágico (num remake de um original do "Contos"); na sequência encontrará Beto Guedes, Soulstripper, Annie Haslam, dentre outros grandes valores da chamada "world música".   Sou de uma família de senhoras pianistas desde minha avó, minha mãe, uma tia da minha mãe que era muito divertida (tia Olga); algumas primas também tocavam e lembro de um primo que participava de u...